(Source: poesilia)

(Source: plaies)

— É pecado sonhar?
— Não, Capitu. Nunca foi.
— Então por que essa divindade nos dá golpes tão fortes de realidade e parte nossos sonhos?
— Divindade não destrói sonhos, Capitu. Somos nós que ficamos esperando, ao invés de fazer acontecer.
Dom Casmurro.

(Source: poesificas)

makeoutinheaven:

dunebat:

coldswarkids:

edwardspoonhands:

thelegendofkungjew:

doxian:

d-dinosaur:

rknjl:

newvagabond:

NO “TELEPHONES”. TALK TO EACH OTHER. FACE TO FACE ONLY. WRITE A LETTER. SEND A TELEGRAM TO YOUR MOM. PRETEND IT’S 1860. LIVE.

NO ‘WRITING’… TALK TO EACH OTHER. THROW A ROCK AT YOUR MOM. PRETEND IT’S 10,000 BCE.  LIVE.

URGGA. ROU GRAAURH. RUH.
<SMACKS HANDS ON WALL WITH PAINT.>

NO ‘HIGHER BRAIN FUNCTIONS’ …USE YOUR REPTILIAN BRAIN
EAT YOUR MOM’S CORPSE SHE DIED TO PROVIDE YOU WITH SUSTENANCE
PRETEND YOU HAVE JUST AROSE FROM THE SEA
SURVIVE

NO “MULTICELLULAR TRAITS”….. USE YOUR SYMBIOTIC MITOCHONDRIA
REPRODUCE ASEXUALLY, YOU’RE YOUR OWN PARENT
PRETEND IT’S 2BYA
EVOLVE

NO “LIFE.” USE FUNDAMENTAL PHYSICAL FORCES TO FORM SPHERICAL OBJECTS REVOLVING AROUND ONE ANOTHER IN SPACE. 
FUSE HYDROGEN INTO HELIUM USING GRAVITATIONAL PRESSURE TO PRODUCE HEAT AND LIGHT. 
PRETEND IT’S 4.5BYA.
STABILIZE INTO EQUILIBRIA

NO “MATTER”.  EXIST IN THE VOID WITHOUT PURPOSE OR MEANING.
THERE IS NO “YOU”, ONLY THE VAST CONCEPT OF NOTHING.
TIME DOES NOT EXIST.
BE.

Wow.

I feel like something really important just happened

makeoutinheaven:

dunebat:

coldswarkids:

edwardspoonhands:

thelegendofkungjew:

doxian:

d-dinosaur:

rknjl:

newvagabond:

NO “TELEPHONES”. TALK TO EACH OTHER. FACE TO FACE ONLY. WRITE A LETTER. SEND A TELEGRAM TO YOUR MOM. PRETEND IT’S 1860. LIVE.

NO ‘WRITING’… TALK TO EACH OTHER. THROW A ROCK AT YOUR MOM. PRETEND IT’S 10,000 BCE.  LIVE.

URGGA. ROU GRAAURH. RUH.

<SMACKS HANDS ON WALL WITH PAINT.>

NO ‘HIGHER BRAIN FUNCTIONS’ …USE YOUR REPTILIAN BRAIN

EAT YOUR MOM’S CORPSE SHE DIED TO PROVIDE YOU WITH SUSTENANCE

PRETEND YOU HAVE JUST AROSE FROM THE SEA

SURVIVE

NO “MULTICELLULAR TRAITS”….. USE YOUR SYMBIOTIC MITOCHONDRIA

REPRODUCE ASEXUALLY, YOU’RE YOUR OWN PARENT

PRETEND IT’S 2BYA

EVOLVE

NO “LIFE.” USE FUNDAMENTAL PHYSICAL FORCES TO FORM SPHERICAL OBJECTS REVOLVING AROUND ONE ANOTHER IN SPACE. 

FUSE HYDROGEN INTO HELIUM USING GRAVITATIONAL PRESSURE TO PRODUCE HEAT AND LIGHT. 

PRETEND IT’S 4.5BYA.

STABILIZE INTO EQUILIBRIA

NO “MATTER”.  EXIST IN THE VOID WITHOUT PURPOSE OR MEANING.

THERE IS NO “YOU”, ONLY THE VAST CONCEPT OF NOTHING.

TIME DOES NOT EXIST.

BE.

Wow.

I feel like something really important just happened

(Source: agirlandhisplatypus)

Sou egoísta:
faço por mim mesmo
para salvar o que restou de
mim.
Bukowski

(Source: supostos)

Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar.
Charles Bukowski. 
Saiba que onde quer que eu esteja, eu estou com saudades.
P.S Eu te amo.         

(Source: 01561)

Daqui a uma hora ele chega. Não deu tempo de consertar o esfolado da minha unha e de esfoliar decentemente os pêlos encravados. Esfolado, esfoliado. Tudo parece música e rima mas é só porque você chega em uma hora. Tem um carro que passa lá longe, enquanto eu tento abrir os olhos e encarar esse dia em que você chega. Esse carro não sabe, mas foram mil anos abrindo os olhos e ouvindo carros e ouvindo ruas e não ouvindo a sua voz. E agora a sua voz existe e você chega em uma hora. Não estou pronta. Minha barriga dói. Eu tenho vontade de vomitar. Eu não consigo comer de tanto medo que eu estou sentindo. Eu quase desmaiei agora de manhã, porque pra piorar está calor. Não lido bem com calor. Não lido bem com nada que não seja eu em minha bolha arejada de imaginações. Mentira, não lido bem com minha bolha arejada de imaginações também. Não lido bem com nada. Não deu tempo de virar mulher. A hora que ele aparecer no desembarque do aeroporto, com sua cara de homem, com sua voz de homem, eu vou ter vontade de pedir que ele volte de onde veio e espere mais cem anos. Porque não deu tempo de eu virar mulher. Eu vou ter vontade de pedir que ele me carregue no colo até a casa da minha mãe e me entregue pra ela. Eu queria tomar sopa na casa da minha mãe. Eu lembrei agora que minha mãe me dava Sustagem quando eu ficava assim, tão assustadoramente encantada pelo mistério das coisas. E ela temia que eu desintegrasse. E agora? Como faz quando se é adulta? Qual é a sustagem de agora para que eu não desintegre? Como é que se ama com um corpo de trinta e três anos se por dentro eu tenho cinco anos e estou tremendo, apavorada, pressentindo o estrago que as coisas de verdade podem causar. Por que eu chamo de estrago quando sei que, na verdade, estrago é o que as coisas que não são de verdade causam. Eu tenho tamanho pra suportar o tamanho das coisas de verdade? O amor chega em uma hora e eu ainda não consegui comer, escolher a roupa, arrumar minha franja, decidir se já posso amar. O amor chega em uma hora e vai quebrar meu gesso mas eu não decidi se os ossos já estão bons o suficiente. Mas ele vai chegar com trinta martelos e eu vou estar esperando, forte e decidida, pra receber a porrada. E o ar que vai entrar. E mais dor. E o ar que vai entrar. E quem sabe então alguma felicidade, já que fui corajosa. Quem sabe a felicidade seja a harmonia entre a dor e o ar que entram pelos poros que temos coragem de abrir? E quem sabe só o amor seja o martelo possível? Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro. Porque sempre levo um susto quando te vejo e me pergunto como é que fiquei todos esses anos sem te ver. Porque você me entedia e dai eu desvio o rosto um segundo e já não aguento de saudade. E descubro que não é tédio mas sim cansaço porque amar é uma maratona no sol e sem água. E ainda assim, é a única sombra e água fresca que existe. Mas e se no primeiro passo eu me quebrar inteira? E se eu forçar e acabar pra sempre sem conseguir andar de novo? Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações. Eu tenho medo da minha cabeça rolar, dos meus braços se desprenderem, do meu estômago sair pelos olhos. Eu tenho medo de deixar de ser filha, de deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser. Agora é menos de uma hora. Você vai chegar e automaticamente minha agenda de milhares de regras e horários e controles vai desaparecer. E eu vou ficar apavorada porque só o que eu tenho é o contorno mentiroso que eu dou para os meus dias. E você, porque me abraça e me dá outro desenho, é o vilão da minha vida programada. Você é o tufão de oxigênio que invade meu nariz mas, porque estou com tanto medo, mais parece falta de ar. Agora é menos de menos de uma hora. Preciso terminar esse texto. Mas eu tenho medo, sobretudo, de terminar esse texto. Sobre o que eu vou escrever se você for melhor do que esperar por você?
Tati Bernardi. 
Nesse momento há 6 bilhões, 470 milhões, 818 mil, 671 pessoas no mundo. Algumas estão fugindo assustadas. Algumas estão voltando pra casa. Algumas dizem mentiras para suportar o dia. Outras estão somente agora enfrentando a verdade. Alguns são maus indo contra o bem e alguns são bons lutando contra o mal. Seis bilhões de pessoas no mundo, seis bilhões de almas… E, às vezes, tudo que nós precisamos é de apenas uma.
One Tree Hill.  

(Source: alentador)

Dizem que tudo na vida tem dois lados. Um bom e outro ruim. Depende nos olhos de quem está a pimenta. Mas se tem algo realmente ambiguo para uma única alma é um troço chamado saudade. Com ou sem primenta nos olhos. O dito popular é quem melhor traduz a dualidade de uma saudade quando diz que esta é a maior prova de que o amor valeu a pena. Então sentir a falta é bom. E ruim. Em todos os pontos de vista. Vai entender… Saudade é amar um passado que nos machuca no presente. É uma felicidade retardada. É deitar na rede e ficar lembrando das ardentes reconciliações depois de brigas homéricas por motivos desimportantes. Sente-se falta de detalhes, como uma toalha no chão, dias chuvosos, da cor dos olhos. A saudade só não mata porque tem o prazer da tortura. Saudade é o amor que não foi embora ainda, embora o amado já o tenha feito. Ter saudade é imaginar onde deve estar agora, se ainda gosta de vinho bordeaux, se chorou com a derrota do Grêmio no campeonato nacional, se tem tratado aquela amigdalite. E quando a saudade não cabe mais no peito, se materializa e transborda pelos olhos. Sentir saudade é ter a ausência sempre do seu lado. É mudar radicalmente a rotina, comer mais salada e menos sorvete, frequentar lugares esquisitos, ter dias mais compridos, ter tempo para os amigos, para o vizinho e para a iguana do vizinho. A saudade é a inconfortável expectativa de um reencontro. Às vezes a saudade é tão grande que nem é mais um sentimento. A gente é saudade. É viver para encontrar o olhar da pessoa em cada improvável esquina, confundir cabelos, bocas e perfumes, sorrir com os lábios tendo o coração sufocado. Porque mesmo a saudade sendo feita para doer, às vezes percebemos que ela é o meio mais eficaz de enxergar o quanto amamos alguém, no passado ou no presente. Por que a saudade é o muro de Berlim desmoronado no chão, capaz de agregar opostos, como a tristeza e a felicidade em uma coisa híbrida. Se você tem saudade é sinal que teve na vida momentos de alegria com ela ou ele! No fim das contas, a saudade que agora lhe maltrata nada mais é que uma dívida sendo paga em longas 36 prestações pelo amor usufruído. Agora aguenta.
Gabito Nunes, prestações de saudade.  

(Source: s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)

Laissez-faire laissez-passer